Acontece na ATDL

Colheita da Azeitona através de métodos ancestrais

O Centro Druídico da Lvsitânea é abençoado pela presença de diversas árvores de fruto, bem como por um assinalável conjunto de Árvores Magnas da nossa Tradição, entre as quais se contam as ancestrais Azinheiras e Oliveiras. Tendo chegado o tempo de colher os frutos das Oliveiras, as azeitonas, a ATDL tem realizado, desde o dia 4 de Novembro, a «Colheita da Azeitona, através dos métodos ancestrais». As azeitonas colhidas destinam-se quer ao consumo por parte dos membros da ATDL, mas também têm sido entregues na Cooperativa de Reguengos de Monsaraz, o que permitirá obter alguns recursos que se destinarão à aquisição de materiais para o projecto já em curso, a Casa Lusitana, bem como para outros projectos que contribuirão para o desenvolvimento e crescimento da ATDL.

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Construção da RoundHouse Céltica Lusitana

Já tendo como pano de fundo o Encontro Internacional da Celtic Druid Alliance, que decorrerá em 2019 em Portugal, a ATDL deu início, no mês de Setembro, à primeira de várias construções temáticas a realizar no Centro Druídico da Lvsitânia, a RoundHouse Céltica Lusitana, para assim podermos receber os nossos Irmãos de todo o mundo Céltico num ambiente adequado.

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CROMELEQUE MÄTÏR NEMET - NEMETON-MÃE OU TEMPLO SAGRADO DA ATDL

No dia 12 de Abril de 2017, durante o período de Lua-Cheia, vários membros da ATDL e ainda amigos dedicados, estudantes de arqueologia e o arqueólogo Manuel Calado, reconhecido especialista internacional em megalitismo, deitaram mãos à obra e, ao longo de toda a manhã desse dia histórico, trabalharam árdua e amorosamente na construção de Mātīr Nemet, o Templo-Mãe da Lusitânea. Reza uma Antiga Lenda pan-lusa e pan-céltica que, algures na terra lusíada, se acharia enterrado e oculto o Templo-Mãe primeiro da Tradição megalítica, lugar de cultos e ritos que depois se expandiriam pela Península e pelo Continente europeu. A partir das marcas e sinais havidos nesses outros templos sabia a ciência arqueológica da existência desse primeiro Cromeleque mítico, desaparecido e oculto. Foi a partir dessa Memória ou dessa narrativa viva dita pelas Pedras que os sábios da Tradição e os especialistas da ciência uniram os seus esforços para a reconstituição ou a (re)construção deste Templo-Mãe, à imagem e semelhança desse desaparecido Templo originário. Este dia ficará para sempre inscrito no Coração de todas e de todos os que participaram in loco desta (re)construção e de todos quantos a seguiram e a viveram, mesmo sem terem podido estar fisicamente presentes. Engenho e Arte juntaram saberes e experiências. Todos os ritos, observâncias e cuidados da Tradição se fizeram presentes, a par da mais ‘avançada’ tecnologia e ciência pós moderna. Provando que a Tradição é Comunidade, Irmandade, cooperação e reconhecimento, vivência partilhada e tríplice do Tempo, pois o Passado e o Futuro criaram obra e valor e fazendo-se Presente.

As pedras do Cromeleque-Mãe Mātīr Nemet esperavam por nós na Terra-Mãe do Centro Druídico da ATDL e nós por elas ansiávamos. Elas estavam adormecidas no Coração da Terra, ocultas por milénios de árvores e de ervas. Ao contrário dos cultos outros, as pedras da nossa tradição permanecem livres e integradas no seio da Mãe-Natureza e sempre ligadas à profundidade da Terra e do Céu. Estas são as pedras vivas da nossa Tradição. Com elas celebrámos a Cerimónia de Criação e Consagração do Nemeton-Mãe Mātīr Nemet. E o Coração das Pedras e o nosso animou-se de Vida e bateu em uníssono, não a uma, mas a várias Vozes. Humilde e amorosamente o Nemeton-Mãe Mātīr Nemet acolheu-nos e abrigou-nos no Lugar do Coração.

Adgatia Vatos

VISITA À ANTA GRANDE DO ZAMBUJEIRO

No dia nove de Maio de 2015 a ATDL e a Universidade Sénior de Azeitão, numa parceria que visa promover a partilha inter-geracional de saberes e experiências, efectuaram uma visita de estudo à Anta Grande do Zambujeiro. Considerada pelos estudiosos como a ‘Catedral do Neolítico Português’, este monumento megalítico, situado em Valverde, próximo de Évora, no Alentejo, é uma estrutura de grandes proporções que terá sido edificada, sensivelmente, entre o 4º o e 3º milénios a.c.. Apesar de tardiamente ‘redescoberto’ e identificado (início dos anos 60), pois devido ao seu estado de conservação (havia originalmente uma gigantesca mamoa de cerca de 50 metros que envolvia o monumento e que foi completamente danificada nas primeiras escavações…) se confundia originalmente com a paisagem, é hoje uma Anta cujo estado de exposição e degradação aos elementos, mormente à acção depredatória humana pode chocar. Um corredor com 12 metros de comprimento, 1,5 metros de largura e 2 de altura conduz até a uma câmara em forma poligonal. Esta câmara é ladeada por sete enormes pedras de cerca de 8 metros de altura que eram cobertas por uma pedra com cerca de 7 metros de largura. À entrada existia um enorme menir profusamente decorado (provavelmente até pintado) que actualmente se encontra tombado. No local foram trazidos à luz importantes acervos arqueológicos (cerca de 2 mil peça) que se encontram hoje no Museu de Évora e que carecem ainda de estudos e de uma atenção mais sistemática. É provável que esta monumental Anta se situasse bem no centro dos cultos e ritos dos nosso ancestrais antepassados, podendo ter papel relevante em cerimónias associadas à morte e ressurreição dos trespassados, em estreita ligação com os ciclos de morte e renovação da Natureza e os ciclos astronómicos do Céu (posições e incidência da Luz, revelação e ocultação de estrelas, constelações, planetas, mormente do Sol e da lua), bem como a misteriosos ritos de trepanação e de iniciações várias... A visita a este importante monumento no contexto do Megalitismo Europeu e Mundial veio despertar em todos os presentes e colocar na ordem do dia a premente necessidade da criação – aliás já bastamente avocada pelos especialistas - da imperativa necessidade da criação de um Parque Arqueológico do Megalitismo Alentejano, devidamente demarcado e bem protegido. Tanto para a preservação dos incontáveis monumentos desta zona de acções inconsequentes de vandalismo de todo o tipo, como para a conservação de um património de incalculável valor para a memória e apreço das presentes e das futuras gerações… Existe, no Alentejo a memória pétrea de uma identidade nacional pré-histórica que importa acalentar, proteger, estudar, rememorar e celebrar, sem a qual a narrativa histórica identitária de Portugal se encontrará, para sempre, amputada de Sentido pleno.

Adgatia vatos

VISITA À CROMELEQUE DOS ALMENDRES

Ensinam-nos arqueologia e mitodologia que desde os primórdios da Tradição Primordial, na qual a Lusitana se inscreve, as pedras sempre estiveram presentes na origem de todas as tradições religiosas e teológicas. Estas pedras fundadoras e primordiais, também ditas por alguns estudiosos pedras brutas, são distintas das pedras talhadas, trabalhadas ou esculpidas. Seja a Pedra Negra de Cibele (o aerólito ou o meteoro de Pessinonte, cultuado na Ásia Menor que foi outrora hierofania da Grande Deusa Mãe, adorada na Frígia) que os romanos mais tarde instalaram em Roma, no Palatino, no século III; seja o altar de Delos, a pedra que em Jerusalém suportava a Arca da Aliança; seja a pedra, chamada de ara, colocada no centro do altar católico, sob a patena, o cálice, e as relíquias dos santos mártires e que ainda hoje se encontra incrustada nos altares de algumas igrejas (seria um lugar-comum mencionar que neste contexto Pedro, primeira pedra, Pai, Papa ou Igreja significam o mesmo…); seja a pedra negra, chamada Caaba pelos muçulmanos, que se encontra em Meca; todas estas pedras participam, mais próxima ou remotamente, desta ideia de pedra bruta – intocada ou quasi intocada - doada pelo Céu (caso dos meteorólitos) ou pela Terra ao culto e à veneração. Todas elas são fundadoras de religião e teologia, todas elas exercem um fascínio, inspiram uma veneração tão fortes como irresistíveis.

Adgatia Vatos

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Concelho de Reguengos de Monsaraz,

distrito de Évora, Portugal.

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