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A Expressão viva da Tradição Primordial

 

Da Fonte Primeva ou da Luz Incriada, reflectida e inscrita no tecido da criação, emergiu uma prática esclarecida de Espiritualidade que ecoa por toda a eternidade, a qual designamos como Tradição Primordial. Esta reflexão originária sobre a Luz Incriada do Espírito Universal, aparentemente singular e ao mesmo tempo complexa, incita-nos a perscrutar vozes que se manifestam desde a primeira noite dos tempos como um cintilar por ela espargido ou rarefações interferentes na mesma às quais outorgamos o devido reconhecimento de Linhagens Tradicionais da matriz hiperbórica, a quem esta a Celtica Druid Alliance procura dar resposta e integrar. 

Se, por um lado, nos focarmos apenas numa busca da verdade pela luz natural da razão, que também sustenta práticas afectas à instauração e instituição de unidades gregárias e os seus modos de dizer e fazer de si, com as suas idiossincrasias, alcançamos aquilo que é comummente denominado de Ordens Druídicas Tradicionais; por outro, temos igualmente a natural, irrestrita e incessante necessidade da observância, pela razão alquímica da Alma, da Luz Incriada do Espírito Universal, quer como momentum cura, ou terapêutico, do humano, quer como participantes activos na inteligência cósmica universal. Esta consideração fundamental, por certo até um pouco mítica, assumamos, no que se refere aos relatos de origem acima descritos, não informa o propósito de alcance dessa Luz Incriada, isto é, a inteligibilidade dessa Luz, algo que se encontra vedado à razão humana, mas, outrossim, o acompanhamento da latência manifestada do Incriado, por via de outra Luz, Nwyre, que nos orienta desde a primeira noite dos tempos. É aqui que residem os fundamentos, ou princípios, da Celtic Druid Alliance, no sentido de que, mesmo que diferentemente, todos somos, por via deste bem comum Espiritual, reflexos imanentes do Incriado nesta constante procura da compreensão da «Metafísica da Luz», que é a verdadeira prática da Tradição Primordial.

Se, para os antigos Sacerdotes da Tradição, aquela presença da Luz Incriada como que decantava ou emergia das trevas como outra Treva distinta e Luminosa, «presença-primeva-centelha-fonte», hoje, para os Sacerdotes actuais, a responsabilidade é maior, pois é necessária, por via da auto-libertação, a busca do puro sentimento, a conexão à unidade ideal da Consciência Cósmica e à presença do Uno Transcendente: O Incriado. É óbvio o desnível existente nesta relação enigmática entre estes pólos dinâmicos, a criatura e o Incriado, nesta doce e incessante procura pelas dimensões mais profundas dos segredos da «Alquimia do Espírito», que o discorrer próprio da Tradição nos possibilita. Como tal, e por tal, necessitamos de sair em Aliança desta “escuridão” gradual que dá contornos penumbrosos a esta “caverna humana” e sermos o olhar madrugador e a presença lúcida da criatura num mundo que habita no seio do Incriado que faz mundo por via do Amor, isto é, pela libertação da vontade do «nada» vir a «ser».

Tudo isto concorre para afirmar que tal «olhar madrugador» deve, numa fase inicial, intuir que as suas leis são emanadas e devem ser reflexos dos princípios primordiais da Tradição, reflexos, esses, que operam em dimensões distintas, é certo, mas que são manifestações da singularidade amorosa «sem excesso nem carência», a singularidade Criadora. Estes mistérios da «Lucidez Espiritual», ou da «Razão Alquímica», desvelam-se quando atingimos a intuição profunda do caminho da Espiritualidade: o retorno das estações, a lei da causa/efeito, o Bem, o Verdadeiro, o Belo e os seus contrários. Neste sentido, a Celtic Druid Alliance é uma plataforma para a observância da Tradição Primordial fundada nos verdadeiros princípios do Bem, do Verdadeiro e do Belo e que integra e está aberta a integrar como seus membros todas as 'sinfonias' gregárias que:

A) Pelo seu carácter Espiritual, assumam que a Ordem Transcendente da Criação emana directamente do Incriado, e que se lhe instituí e afecta a necessidade de serem necessariamente unidades gregárias de carácter iniciático;

B) Pelo seu carácter Ético, que desenvolvam actividades que visem o incremento da liberdade-digna e sentido de pertença à Tradição Primordial: “Jamais impedir um ser de se cumprir em liberdade”. E que promovam a defesa da prática de uma Espiritualidade harmoniosa e esclarecida;

C) Pelo seu carácter Filosófico, que se comprometam com a observância da Tradição Primordial através de uma busca contínua do sentido universal, transmissão esotérica de conhecimentos aos iniciados e com a disponibilização de um caminho digno para uma realização consciente do Destino Humano à face do mundo por via de uma acção benfazeja;

D) Pelo seu carácter Litúrgico e não proselitista, que a recepção e resultado do ofício sacramental seja feita de forma elevada, não careça de equidade e não seja, em momento algum e circunstância alguma, discriminatório para todos os participantes, que promova a contemplação e o sentir profundo da Espiritualidade. Que seja, em observância da Roda do Ano, também representativa dos estados de fatalidade e evolução do ser humano, de um «Realismo Mágico», no qual o espírito universal, através da nossa concordância harmónica, possa pairar de forma benfazeja sobre estas “águas mundanas”.

A prática da Tradição deverá ser esse contínuo «traço de Luz» que nos separará das trevas e nos elevará à condição amorosa, própria dos bem-aventurados, com todos os seres que habitam a Terra. Deverá estar, acima de tudo, sustentada no Ofício da Tradição Primordial do Amor: Tradição, porque sempre houve diferença nos tempos. Primordial, porque nunca houve mudança no Amor. Tradição Primordial é o meio através do qual o primeiro ato de Amor ganha dinamismo e permanece constante ao longo dos tempos; a sua responsabilidade é, deste modo, oficiar em tempos distintos a constância desse Amor, pois aportar Ofício aos homens pelos tempos é amor, porque é Tradição; Ofício sempre unido aos homens é um maior-amor, porque é Primordial.

A Celtic Druid Alliance foi oficialmente constituída em Setembro de 2016 e instituída com o fito de ser uma plataforma de convergência e diálogo ecuménico entre todas as pessoas, grupos e assembleias que observem a Tradição Primordial, respeitando as suas culturas, identidades, práticas e costumes locais, desde que enquadradas nos pontos atrás referidos (A;B;C;D). O Conselho da Celtic Druid Alliance é composto por Dignitários Sacerdotes (Guardiões) de diversos países, cujas unidades gregárias se encontram conformes e tenham sido signatários da carta de princípios, tendo a esse tempo recebido o respetivo selo de reconhecimento de direito de membro regular da C.O.T.P – Convenção para a Observância da Tradição Primordial.

Se a vossa egrégora de pertença se enquadra dentro destes princípios e desejam fazer parte da nossa grande família não hesitem em contactar a Celtic Druid Alliance.


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